

A nova rota do morango
Tecnologia, gente e solidariedade no coração do morango mineiro
- Café: do Sul de Minas à Mogiana
- Rota Nordeste: mel, arroz e a força do MATOPIBA
- Reforma tributária na porteira — Parte 1
- Perfil: a Steel House e o Dia de Campo
Da porteira para o Brasil
Foto: reprodução / vídeo Rota do AgroO Rota do Agro nasceu na estrada: no estande da feira, no dia de campo, na conversa com quem acorda cedo para produzir. Esta revista é a continuação dessa estrada — agora em páginas que você pode folhear, ler no celular, ouvir enquanto dirige e, se quiser, imprimir e guardar.
Nesta primeira edição, a rota começa onde a gente mais esteve nos últimos meses: no Sul de Minas, terra do morango. Fomos à 4ª edição da Morango Agrotech, em Bom Repouso, e voltamos com histórias de tecnologia, de juventude, de empresas que crescem com o produtor — e de uma feira que destina tudo o que arrecada à APAE.
Mas a rota não para ali. Ela sobe pelo café do Sul de Minas e da Mogiana Paulista e segue para o Nordeste: o mel do Piauí, o arroz do Maranhão, a soja do MATOPIBA, as frutas da Bahia e o calcário que corrige o solo do cerrado. É o Brasil que produz — e que quer se ver retratado com respeito, informação e números com fonte.
Cada número desta revista traz a sua origem ao pé da matéria. Cada conteúdo de marca vem identificado com o selo "Oferecido por". É assim que a gente quer construir a confiança de quem lê e de quem anuncia.
Boa leitura — e boa rota.
— Redação Rota do Agro
Nesta edição
- 04O Brasil que produzA rota do Brasil que produz
- 06Reportagem de capaA nova rota do morango

- 09Radar da TecnologiaQuatro novidades que chegaram à estufa
- 10Perfil do EmpreendedorGuilherme Vieira e a Steel House: estufa feita no Sul de Minas

- 12CaféCafé de montanha, café com endereço

- 15Produtor & Tributos · Oferecido por BPG ConsultoriaReforma tributária na porteira — Parte 1
- 16Rota NordesteMATOPIBA, a fronteira que virou potência

- 19Rota NordesteO mel que vem do sertão

- 20Rota NordesteArroz do Maranhão: tradição que resiste

- 21Rota NordesteBahia, pomar do Brasil

- 22Saúde no Campo · Oferecido por MedPlus ClubQuando o médico fica a 50 quilômetros
- 23Na Estrada · Oferecido por AprovaCarEstrada de terra, safra na carroceria
- 24Clube do AssinanteAssinar é fazer parte da rota
- 25Vem aíNa Edição 02
- 26TV Rota do AgroAponte e assista
- 27RotaCastO agro ganha voz

A rota do Brasil que produz
Do morango do Sul de Minas ao arroz do Maranhão: seis paradas, seis vocações — e os números oficiais de cada uma.
Esta revista nasceu no Sul de Minas, entre estufas de morango. Mas o Rota do Agro quer contar o agro do Brasil inteiro — e, especialmente, o caminho que liga o Sudeste ao Nordeste.

A nova rota do morango
Na 4ª Morango Agrotech, em Bom Repouso (MG), o Sul de Minas mostrou que a fruta virou vitrine de tecnologia, de juventude empreendedora e de solidariedade.
Quem chega a Bom Repouso, no Sul de Minas, entende rápido por que a cidade quer ser reconhecida como a Capital Nacional do Morango. A região colheu 173 mil toneladas da fruta em 2024, segundo a Emater-MG — 97% dela na mão de agricultores familiares. Na 4ª edição da Morango Agrotech, a fruta estava em toda parte: nas bancadas dos estandes, nas mãos dos visitantes, nas conversas sobre substrato, estufa, irrigação e preço.
Quatro novidades que chegaram à estufa
Luz de LED, monitoramento de precisão, plástico que confunde praga e plasticultura mais resistente: o que vimos de perto.
1. Luz que produz — Star LED
Luminárias de LED complementam a luz natural em dias curtos ou nublados. Segundo o fornecedor, o uso adequado pode render até 40% a mais. O ponto de atenção é o custo da energia na propriedade.
2. Medir para colher — IrriGate
Sensores e acompanhamento de substrato, EC, água, adubação e LED. A empresa fala em sair de 60 para até 120 kg de morango por dia, com frutos maiores e mais doces.
3. A cor contra a praga — Agro Velper
O mulching vermelho pode ser menos preferido por tripes e ácaro-branco, explicou a engenheira agrônoma Fernanda Coutinho. É manejo que entra no que o produtor já usa.
4. Plástico que dura — Weber
Soluções em plasticultura com foco em resistência e economia, apresentadas pelo consultor Alcione Picolotto.
Antes de investir: números de fornecedor são o ponto de partida da conversa, não a garantia. Peça referências de produtores que já usam e faça o teste em parte da área.

Guilherme Vieira e a Steel House: estufa feita no Sul de Minas
De Senador Amaral, a indústria de estufas agrícolas chegou ao terceiro ano seguido na Morango Agrotech — e abriu a porteira para um Dia de Campo que virou ponto de encontro.
Toda estufa começa com uma estrutura. É dela que depende o resto: a bancada suspensa, o plástico, a irrigação, a luz. Em Senador Amaral, no coração da região do morango do Sul de Minas, a Steel House fez disso o seu negócio: é uma indústria e comércio de estufas agrícolas, com projetos personalizados e fabricação própria, que atende produtores em todo o Brasil.

Café de montanha, café com endereço
Com safra recorde prevista para 2026, o Sul de Minas e a Alta Mogiana apostam no selo de origem para transformar qualidade em preço.
O Brasil deve colher em 2026 a maior safra de café da sua história: 67,6 milhões de sacas, segundo o terceiro levantamento da Conab, divulgado em setembro — quase 20% a mais que no ano anterior. Desse total, 48,2 milhões são de arábica, o café das montanhas. E é nas montanhas de Minas Gerais e da divisa com São Paulo que essa história ganha nome e sobrenome.
Reforma tributária na porteira — Parte 1
O pequeno produtor fica fora do IBS e da CBS — mas o comprador desconta o crédito no preço. Entenda as regras da Lei Complementar 214 e quando vale a pena optar.
A reforma troca PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS por dois tributos: a CBS, federal, e o IBS, de estados e municípios. Para o campo, a Lei Complementar nº 214/2025 criou regras próprias.

MATOPIBA, a fronteira que virou potência
No cerrado entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a soja fez de municípios pouco conhecidos alguns dos maiores produtores do país. O segredo começa no chão: calcário.
O nome é uma sigla: MAranhão, TOcantins, PIauí e BAhia. A região, delimitada pela Embrapa e formalizada por decreto em 2015, reúne 337 municípios e cerca de 73 milhões de hectares, com o cerrado cobrindo nove de cada dez deles. Em poucas décadas, virou uma das fronteiras agrícolas mais dinâmicas do planeta.

O mel que vem do sertão
O Piauí é o maior produtor de mel do Nordeste e o segundo maior exportador do país — com boa parte da produção orgânica, feita por agricultores familiares do semiárido.
O Brasil produziu 67,3 mil toneladas de mel em 2024, recorde da série do IBGE. O Paraná lidera, e o Piauí vem logo atrás, com 8.614 toneladas — o maior produtor do Nordeste. No estado, São Raimundo Nonato é o primeiro município, com 922 toneladas, seguido por Picos, com 650.

Arroz do Maranhão: tradição que resiste
Maior produtor do Nordeste, o estado planta arroz de sequeiro em todas as regiões — quase sempre na mão do agricultor familiar, entre milho, feijão e mandioca.
O Maranhão é o maior produtor de arroz do Nordeste: 180,3 mil toneladas em 2025, segundo o IBGE, à frente do Piauí e de Sergipe. O que distingue o arroz maranhense é o jeito de plantar: é o arroz de sequeiro, que depende da chuva, cultivado em todas as regiões do estado, em geral por agricultores familiares, consorciado com milho, feijão-caupi e mandioca — boa parte para o consumo da própria família.

Bahia, pomar do Brasil
Primeira em manga e maracujá, segunda no total de frutas do país — e, com Pernambuco, dona de quase toda a uva e 9 de cada 10 mangas que o Brasil exporta.
A Bahia é a maior produtora de manga do Brasil (646,8 mil toneladas, 38,4% do total) e de maracujá (350,8 mil toneladas, 40,6%), segundo o IBGE. É a segunda em mamão, coco e banana — e a segunda maior produtora de frutas do país no conjunto.
Quando o médico fica a 50 quilômetros
A consulta por vídeo deixou de ser improviso e virou direito regulamentado. Veja o que ela resolve — e o que continua sendo caso de hospital — para a família que vive na roça.
Para quem mora na zona rural, uma consulta simples pode custar o dia inteiro: estrada de terra, ônibus que não passa, fila no posto da cidade, volta no fim da tarde. Não é à toa que tanta gente adia o médico até o problema virar urgência.
Estrada de terra, safra na carroceria
Poeira, barro e costela de vaca cobram caro do veículo de quem produz. Um checklist simples para a caminhonete, o carro e a moto aguentarem a lida — e o que fazer quando eles param no meio do caminho.
No campo, o veículo não é luxo: é ferramenta. Leva insumo, busca peça, escoa a colheita, leva a família para a cidade. E trabalha no que os manuais chamam de uso severo — estrada de terra, poeira, lama, carga e trechos curtos com motor frio.
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Na Edição 02
Mais páginas, mais novidades e as respostas que ficaram no ar nesta edição. Chega em novembro.
Minas produz, Atibaia leva o títuloA luta de Bom Repouso para ser, por lei, a Capital Nacional do Morango — e quem está do outro lado.
Mirtilo no sertão: quanto rende?Fruta de clima frio colhida no calor de Petrolina. Fomos atrás dos números.
O frete que decide a safraQuanto custa levar o calcário da jazida até a porteira no MATOPIBA — e como baixar essa conta.
Café com selo de origemO passo a passo para o pequeno produtor entrar numa indicação geográfica.
Reforma tributária — Parte 2A nova nota fiscal do produtor rural, explicada sem complicação.
O campo dos leitores. Mande a foto da sua lavoura, da sua criação ou da sua feira pelo WhatsApp (35) 99871-9758 — as melhores saem na Edição 02, com o seu nome.
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Foto: divulgação Rota do AgroO agro ganha voz
O RotaCast, com Odeilson Lima, traz entrevistas com grandes nomes do agro, bate-papos que geram conexão e notícias que fazem a diferença no campo.
O RotaCast nasceu para aproximar ainda mais o público do Rota do Agro de quem faz o campo acontecer: produtores, técnicos, empresários e lideranças. São conversas sem pressa, gravadas com imagem e som, que viram episódios no canal do YouTube e cortes nas redes.
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