Café de montanha, café com endereço
Com safra recorde prevista para 2026, o Sul de Minas e a Alta Mogiana apostam no selo de origem para transformar qualidade em preço.

O Brasil deve colher em 2026 a maior safra de café da sua história: 67,6 milhões de sacas, segundo o terceiro levantamento da Conab, divulgado em setembro — quase 20% a mais que no ano anterior. Desse total, 48,2 milhões são de arábica, o café das montanhas. E é nas montanhas de Minas Gerais e da divisa com São Paulo que essa história ganha nome e sobrenome.
Minas responde, sozinha, por 68,8% do café arábica produzido no país, segundo a Produção Agrícola Municipal do IBGE. Só as regiões do Sul e do Centro-Oeste mineiro devem colher 15,9 milhões de sacas neste ano. É ali, entre cidades como Carmo de Minas, Três Pontas e Varginha, que o café deixou de ser só volume para virar origem.
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